Vertentes
aguaceiro na tarde
revolução dos córregos
expelindo os pecados da cidade
poesia sem musa
escorre pelas ruas
aguaceiro encharcando a ausência de amar
cinza ventania
retalhos de imagens e sons
pelas escadarias da emoção
cicatriz permanente
e lento caminhar
aguaceiro na tarde
as folhagens
as arvores
revivem verde frescor
dicotomia cinza e seco olhar estremecem
assombro de febril ternura
e bocas nuas....

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