meu país
desperta o verbo
circula o sangue
meus pés descalços
nas pedras do calendário
vertente dos caminhos
recolho recortes
trazidos no vento
componho imagem do meu rosto
minhas mãos nuas
cidade faminta devora a poesia
o flagelo fascista ronda as cidades
sorrateiro alimenta-se da covardia
invade as mentes
espalha odor putrefato
esconde-se nas sombras cadavéricas
pronto a golpear o amanhã
despertai
despertai

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