azul em esplendor
fevereiro festeja Iemanjá
linha do horizonte
linha do mar
praia vermelha
vejo na tela
flores consagradas a sereia do mar
o povo devoto entrega suas esperanças no azul oceano
as noticias trazem
mortes somadas
dias e noites
paginas em branco
vidas apagadas pelo flagelo mortal
Brasil em nudez esquálida
revelação da epidemia
escancara ferida social
resiste na pele
resiste no tempo
azul e cicatriz
ao abrir a porta
vivemos elegia
subversivos tecemos a vida

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