caneta e papel I
o barulho da chuva na janela me acorda
previsão de fortes tempestades
periferia em alerta
deixei no meio do livro pedaço de papel
com palavras rabiscadas perdemos o costume de escrever com caneta e papel
o barulho das lembranças surgem com fotografias embaralhadas
desenho de mosaico irregular
espreito caneta na mesa
som quebrado de motores
mensagens do celular para apagar
o perfume das goiabas na fruteira
recordar rilke e a sede de escrever
de repente o vento traz saudade indefinidarecortes e cola
calendário remendado
barulho de chuva no asfalto horas molhadas
pré existencia da poesia levada nos córregos da cidade
vozes desconhecidas ecoam no hall
repentina fresta de luz rompe nuvens escuras...

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