sobre meu corpo
o poema fermenta e cresce
conjugando geografia
simbiose de palavra e som
engrenagens do tempo sem asas
respiro alvorada
verbo trancado na boca
o amor debate-se nas ruas bêbadas de solidão
fugir da ferrugem
cinzenta cidade e barba alva
amor primitivo
incendeia o ar
corpos amantes
ama-me argêntea indiferença
amar alem da carne
exangue

Nenhum comentário:
Postar um comentário