domingo, 22 de julho de 2018
Osso da poesia
tardesecapontocom
em preto e branco rastro de nuvens
gritam buzinas
verbete à revelia
rascunhar num pedaço de jornal
o pôr do sol
o sol do poema levado na ventania
anoitecem os verbos
anoitece a sede
anoitecem os créditos
anoitecem os débitos
noite mergulha na noite
orvalho e cheiro duma floresta imaginária
trovões de espadas
Ogum bordado nas estrelas
cidade a desovar deuses de pedra
minha boca seca
livro aberto e signos de concreto
invento campos enluarados
o gotejar do amar
na pele das pedras
na cartografia dos planetas
sou meu próprio irmão.
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