Flor sem sede
O tempo navio
movimenta o ar
mar de possíveis bananeiras floridas
num setembro derradeiro
na boca a palavra pavíl
q'não se escuta
mas fere a carne
O espaço em claridade
cidade de hélio e hidrogênio
corpo de fogo
elemento gêneses
consumindo pulsar fetal
Derradeira flor de água e sal
na tradução sexuada da primavera
título inútil subvertendo dia em farrapos
Navio tempo
livre de âncoras e telefones de granito
perfume em delírio
ecoa metal
no homem andando na cidade
na cidade andando no homem
tatuados na dor
verbo vivo
Corpo fora do corpo
caminhos percorridos
principiando a noite elétrica
Indestrutível poesia povoada
desovando jardins
prometer incendiar o país.

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