micro poema IV
vento repentino
porta bate com violencia
cheiro de chuva invade a sala
agua pingando na pia
fio de faca emoções espalhadas
gotas grossas de chuva
armario gavetas vazias
sem bilhetes sem pequenas lembranças
sem bugigangas
lixeira vazia
distante chaleira avisa agua fervendo
o escuro abraça as horas
suor escorre no rosto
radio anuncia epidemia nos continentes
chaves cadeados correntes
unhas crescidas
cabelo em desalinho
aroma de pele diluido
incertezas no espelho
vivemos sabados
domingos
esquinas desertos

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