caneta e papel VIII
em certo dia um beija-flor entrou pela varanda voou na sala saiu pelo vitrô da cozinha...certo dia bela galinha de coloridas penas surge no jardim do condominio ficamos boquiabertos...
em certo dia a manhã virou noite era poluição das queimadas na amazonia...certo dia voltei a pintar dias mortais da epidemia...dias com saudade meu pai minha mãe casa trancada pendencias a resolver ...certa madrugada helicoptero policial rondou a vizinhança...certo dia comecei a usar cadeira de rodas...
em certo dia ler os Miseraveis dias de abraços e carinho calma rotina e espelhos quebrados...haverá o dia seguinte apesar das cicatrizes...em certo dia ouvir sinfonias de Beethovem comprar novas canetas para escrever comoção de viver...

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